“Plastic City – Cidade de Plástico” surge com uma proposta interessante, mas tropeça em seus próprios passos e cai de boca no chão. Essa imagem mais do que descreve o que acontece, e nem se trata de expectativas altas ou algo do tipo. “Plastic City – Cidade de Plástico” é uma coprodução do Brasil com China, Hong Kong e Japão, e tem a proposta de mostrar o submundo da pirataria em São Paulo, partindo do bairro da Liberdade. Só que o filme permanece uma confusão constante, tanto no enredo como no estilo. Ao final, o espectador nem sabe mais o que está vendo.
Há carência de filmes que tratam das gangues da pirataria, e um filme que reúne elenco brasileiro com internacional, com cenas gravadas em São Paulo, e fotografia inventiva, sempre é interessante. Só que “Plastic City – Cidade de Plástico” pega essas qualidades e as transforma em problemas. Não muito os atores, o elenco não tem muito que fazer porque o roteiro não permite. Só incomoda um pouco o fato de algumas falas serem dubladas, talvez porque o ator estrangeiro não tenha conseguido falar bem o português. Mas há diálogos em chinês e japonês, também. A fotografia, se deixasse de ser hiperativa ao longo do filme, também seria um ponto positivo. A história é confusa, o espectador que não tiver bola de cristal para adivinhar do que os personagens estão falando ou fazendo vai ficar para trás.
Dirigido por Nelson Yu Lik-wai, que tem carreira como diretor de fotografia, “Plastic City – Cidade de Plástico” é um erro, por mais que as intenções, claras, sejam boas. Tem boas sequencias que, isoladamente, mostram inovação. Quando misturadas, não tem como não restar bagunça.
Plastic City – Cidade de Plástico (Dangkou/Plastic City, 2008), 118 min.
Direção: Nelson Yu Lik-wai
Roteiro: Nelson Yu Lik-wai, Fernando Bonassi, Fendou Liu
Com: Anthony Wong Chau-Sang, Jô Odagiri, Jeff Chen, Milhem Cortaz, Antônio Petrin, Tainá Müller

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